Retrospectiva 2010

Posted by Alberto Leal on December 30th, 2010

2010 chegando ao fim, e aqui estou para tentar levantar algumas coisas que aconteceram comigo neste ano!

Em números:

Posts : 9 (#ShameOnMe)
Livros Técnicos Finalizados:  6
Livros ainda não finalizados : 2
Livros Não Técnicos: 1
Git commits: 1200+
Projetos full-time:  1
Palestras: 2
Eventos : 1
Itens lidos no Google Reader - Milhares! Não encontrei esta estatística lá, mas tento passar lá todos os dias para ler algo.
Viagem de ônibus: 500+ horas #tenso!!
Seriados de TV : 9
Tweets: 1800+

Trabalho

Algumas coisas são bem parecidas com o post que a @Loiane fez, então pedi permissão a ela e apenas troquei alguns dados(em negrito): “Na conta em que trabalho agora temos células de treinamento e sou líder técnico de Javascript– isso significa que quando chega alguém novo na conta/projeto com gap nessas tecnologias, dou o material e treinamento para a pessoa estudar, além de ser mentor de OO, Java, HTML; e a Loiane e eu tivemos a iniciativa de reacordar as chamadas Technical Sessions, que são palestras de TI para o pessoal da IBM; ah, também criamos o “Book Club”, a idéia é que cada pessoa apresente algo sobre algum livro técnico que tenha lido;

Guru-Campinas

Quem me acompanha sabe que eu curto bastante ruby e muitos frameworks escritos na linguagem. Comecei a me dedicar a linguagem em 2008, se não me engano. Aqui em Campinas-SP não encontrei nenhum grupo sobre o assunto. Logo me perguntei: “Por que não criar um?” Então, acabei criando um grupo no “Google Groups” - groups.google.com/group/guru-campinas - e convidei alguns amigos para se juntar a mim. Tenho várias idéias para o grupo e espero poder implementar muitas em 2011.

2011

  • Tenho alguns projetos legais para colocar em prática, alguns deles já estão em andamento.
  • Pretendo postar mais vezes, bem mais do que em 2010, rs. Tenho 13 drafts (comecei um deles em 2008, rs, mas nunca publiquei)muitos já praticamente finalizados.
  • Entrar para o time dos casados =D

Abraços e um ótimo 2011 para todos!!

QConSP 2010, eu fui!

Posted by Alberto Leal on September 15th, 2010

qcon

Não sei nem por onde começar.. =P

Sem dúvidas o melhor evento o qual já participei! Superou completamente as minhas espectativas. O evento foi dividido em dois dias, sendo que os keynotes foram apresentados durante toda a manhã e o período da tarde foi dividido em três tracks. Haviam momentos em que era praticamente impossível escolher entre uma track e outra.

Organização?! Nota 10! Evento muito bem trabalhado, muito bem conduzido. Parabéns a Caelum e toda a equipe que estava de alguma forma envolvida com o andamento do evento.

Coffe break?! Não tem como deixar de comentar: O coffee break foi animal!! Toda vez que você saia da sala a mesa estava lá, sempre cheia de comida e bebida. Teve coffee break o tempo inteiro!!

Networking?! Foi muito bacana poder conhecer pessoas que só conhecia pela internet, além de re-encontrar velhos amigos.

Happy Hour?! O local escolhido para o happy hour foi um barzinho localizado próximo ao evento. O problema aqui foi que tinha tanta gente que, foi impossível colocar todo mundo “junto”. Uma galera ficou no último andar do bar, enquanto que outra parte ficou no primeiro andar. Mas isso nem atrapalhou muito, deu para rir bastante, trocar altas idéias…

Lightning Talk?! Até eu fiz uma apresentação no QConSP. Foi no final do primeiro dia. Contei um pouco sobre a forma como minha equipe utiliza o Git: “Utilizando Git em Projetos com Repositório Centralizado”. Mostrei uma pequena aplicação que utilizamos para ajudar a fazer a entrega em um repositório centralizado (qualquer dia eu blogo sobre isso em detalhes)

beto

Obrigado pela foto, @Loiane!

Projeto no Github: http://github.com/albertoleal/Git-To-Central-Repository

Quem saca bastante de SVN, CVS, fique a vontade para fazer um fork. Aliás, seria bem interessante poder ter esta aplicação voltada para outros SCM. =)

#CaravanaJavaCE?! Demais!! Muito legal pode re-encontrar a galera e conhecer outros membros da comunidade Cearense!

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Pontos Negativos?! Foram distribuídos fones de ouvido para que as pessoas que não tem o domínio da língua inglesa pudessem acompanhar a tradução  simultânea feita pelo Paulo e Guilherme. Só que a galera colocava este fone no último volume. Com isso, acabava atrapalhando outras pessoas que não precisavam do fone. E não dava para fugir, pois sempre tinha um fone alto em algum lugar =( Isto foi uma coisa que atrapalhou, mas que ao meu ver não estava no controle da organização do evento. Outro ponto que acho que poderia mudar é: Divulgar o nível da palestra no site. Por exemplo: Deixei de assistir uma palestra para assistir outra, achando que ia aprofundar no assunto, mas não aconteceu. Isto me deixou um pouco “frustado”. Outra sugestão é: Achei que faltou um “lounge”. Seria legal ter um no próximo, para que as pessoas possam usufruir do espaço: descansando, batendo papo..

Então, é isso! Espero poder participar do próximo. Com certeza estarei presente =D

(E ainda tem gente falando que o evento foi caro.. tsc tsc)

Os lados de um Cubo Mágico

Posted by Alberto Leal on June 8th, 2009

Há algum tempo eu ganhei de presente da minha noiva um cubo mágico. Sim, um cubo mágico, ou cubo de Rubik se preferir. Há tempos eu  estava procurando por um, até que ela encontrou em São Paulo e me deu de presente. Desde então eu venho “desperdiçando” algumas horas diárias para tentar resolvê-lo.

Alguns amigos comentaram que existem diversos macetes, tutoriais de como resolver um cubo, bastava eu procurar no Google. Não tive interesse em lê-los, mas sim tentar por mim mesmo entendê-lo e resolvê-lo.

O meu cubo mágico é um dos mais tradicionais, de 6 (seis) lados.

Mas, o que um cubo mágico tem haver com a nossa área de desenvolvimento de software?

Após resolver um dos lados do cubo, não teve como não fazer uma analogia com a nossa área. Nela, lidamos com diversos lados áreas, tais como: infra-estrutura. desenvolvedores, arquitetos, designers, clientes, entre outros. Todos sabemos o quão difícil é manter a perfeita harmonia entre essas áreas. O mais importante é a  comunicação utilizada por elas, de modo a manter a perfeita integração, a sincronia entre os times.

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Algumas vezes, cada lado área tem seu próprio interesse, pensam em resolver do seu jeito, mesmo que esse não seja a melhor opção para o negócio do cliente. Tentam de qualquer maneira vender a própria solução para o cliente, só por achá-la mais conveniente, rápida e prática de se implementar. E repito, mesmo sabendo que essa não seria a melhor solução para o negócio do cliente. Isso existe sim, e somos obrigados a lidar com esse cenário, muitas vezes.

Mesmo que já exista uma solução “genérica” que atenda apenas alguns requisitos do cliente, não tente empurrá-la goela abaixo em seu cliente. Se essa solução, realmente, tiver como ser customizada com os requisitos que o cliente deseja, e retirar aqueles que o cliente não irá utilizar, facilmente, aí sim. Pois, desse modo você estará utilizando essa solução “genérica” como um ponto de partida.

Voltando ao nosso cubo mágico….

Não adianta resolver, apenas, um lado de um cubo mágico. Esse não é o objetivo, e sim resolver todos os lados. E para atingir esse objetivo, dificilmente você conseguirá resolver cada lado isoladamente, isto é, você não conseguirá resolver o lado branco, depois resolver o lado azul, em seguida o vermelho e assim por diante. Todos os lados devem ser movidos em conjunto até chegar o momento em que todos os lados estarão resolvidos.

Assim como ocorre com o cubo mágico, no desenvolvimento de software não adianta apenas resolver uma lado área. Mesmo que cada lado área tenha o seu próprio objetivo para atingir, todas devem trabalhar em conjunto para que o objetivo maior seja atingido, que é: Resolver o problema do cliente da melhor forma possível.

Vamos tentar imaginar o que acontece quando cada lado área resolve o seu objetivo isoladamente. De que adianta o Designer fazer uma bela arte para a parte visual, e os desenvolvedores não fazerem o “dever de casa”, isto é, integrar a aplicação com a arte feita pelo Designer? De que adianta o Designer fazer o “dever de casa”, o desenvolvedor idem, mas a equipe de infra-estrutura não disponibilizar um ambiente de produção para a aplicação? Acho que já deu para perceber o quanto uma lado área depende uma das outras, e como todas devem caminhar em conjunto.

Concluindo:

  • Mantenha os seus times sólidos, integrados, coesos;
  • Utilize dos mais diversos tipos de comunicação entre eles, estimule sempre o trabalho em equipe entre os times, não somente dentro dos times;
  • Dê sempre ouvidos ao seu cliente.  Coloque-o em primeiro lugar. Falando assim é bonito, soa bem. Mas nem sempre isso acontece. Você só coloca o seu cliente em primeiro lugar a partir do momento o qual você, ou sua empresa, começa a olhá-lo como pessoa, ao invés de olhá-lo apenas como o cara que vai colocar a mão do bolso e pagar as contas da sua empresa.

Diplomas, certificações e afins

Posted by Alberto Leal on May 27th, 2009

shelfPhoto by acranmer (http://www.flickr.com/photos/acranmer/2557035443/)

Esse post estava há algum tempo na minha lista de Draft, chegou a hora dele sair de lá..

Não pretendia escrever sobre o assunto.  Mas, depois de ler várias opiniões de pessoas bem conhecidas falando sobre o assunto aqui, aqui e aqui, e os respectivos comentários da comunidade , refleti durante alguns minutos e senti vontade de  contribuir, de certa forma, com o meu ponto de vista sobre os assuntos: Faculdade, diplomas, certificações e afins.

Esse assunto é muito difícil de se debater. Toda vez que alguém toca nele, logo surge um flame war. Afinal, cada um tem seu ponto de vista, e muitos querem, de alguma maneira, impor a sua opinião como verdade absoluta. Uma coisa é fato: Não existe verdade absoluta para esse assunto. Ninguém está mais certo ou mais errado. Existem empresas que exigem profissionais certificados, graduados, com inglês, espanhol, alemão, enfim. Não podemos generalizar e falar que empresas como esse perfil estão seguindo o caminho errado, pois, muitas vezes, são os próprios clientes que exigem isso.

Diplomas, certificações, faculdade, isso tudo é sinônimo de qualidade no processo, qualidade do software no momento da entrega? resposta é simples: Não. Mas, então, por que será que alguns clientes exigem isso dos contratados?

Nossa área está repleta de picaretas. Pessoas que vendem gato por lebre. Todos nós estamos carecas de saber disso. Não fiz nenhum teste de campo para tentar provar o que vou dizer agora. São apenas minhas próprias opiniões, coisas que acredito que levam alguns clientes a pensarem/exigirem profissionais com diplomas/certificações.

Começando pelas faculdades. Todos sabemos que não é fácil ficar 4 anos dentro de uma faculdade. Ainda mais quando é necessário conciliar trabalho e estudos. Apesar de serem 4 anos, não quer dizer que os alunos sairão lá de dentro altamente capazes de desempenhar atividades na área. A faculdade é apenas um ponto de partida para aqueles que desejam ter uma visão geral das áreas e identificar lá dentro aquela que melhor lhe agrada, aquela que lhe desperte paixão em se trabalhar nos próximos anos de sua vida. Até mesmo porque existem pessoas que saem da faculdade e sequer trabalham na área. Durante a faculdade você vê muita coisa superficialmente, e se você desejar aprender realmente algum assunto você deve estudar e correr por fora - blogs, livros, fóruns, são bons exemplos. Faculdade é um bom lugar para se conhece pessoas, também.

Certificações, assim como diploma, não quer dizer que o profissional é “O Cara”. Não quer dizer que ele sabe tudo. Ele apenas se deu o trabalho de estudar o que caia na prova e foi lá e fez. Simples assim. Então, por que algumas empresas exigem profissionais com certificados? Meu ponto de vista é o seguinte: Certificações não mostram o quanto você sabe, não fazem de você um cara melhor do que o cara que não tem nenhuma certificação. Elas, apenas, mostram o seu interesse em estudar a fundo sobre o determinado assunto e fazer uma prova para, simplesmente, testá-lo. Elas refletem o seu esforço! Desde cedo somos obrigados a fazer testes, provas. Quem não se lembra da frase: “Teste é para testar e prova é para provar”, rs. Lá atrás, quando ainda estávamos no CA, 1ª série, já fazíamos exames na escola. E, foi assim durante grande parte da vida de muitos. Depois da escola, vestibular, e em seguida, provas dentro da faculdade.

Por que fizemos provas durante a escola, faculdade? Essas provas garantiam que você sabia alguma coisa? Tais provas eram suficientes para você colar na testa um atestado de “Sou Foda em Cálculo”? Só porque você foi bem sucedido em qualquer exame durante a sua vida, não quer dizer que você sabe tudo. Ás vezes você deu sorte, pois o professor selecionou questões que você mandava bem, daí você foi lá e arrebentou!

O que quero dizer é o seguinte: Não olhe para profissionais com certificações e diplomas como se eles soubessem mais do que você. Ele apenas se deu o trabalho de estudar o conteúdo e fazer uma prova. Mas, também não olhe para seus diplomas e certificações como se não valessem de nada. Pois você pode estar dando um tiro no próprio pé, já que você fez coisas semelhantes durante boa parte da sua vida! Não esqueça que para passar de ano/vestibular você fez provas. Talvez esses métodos de avaliação não seja o melhor, mas não quero entrar nesse mérito aqui.

Agora, sem hipocrisia. Existem profissionais que tentam N vezes passar em 1 prova de certificação, e depois tiram outras 10 certificações e apóiam o movimento “Certificação não vale nada”. Pra quê investir tanto dinheiro e tempo para fazer provas de certificação, falar que as detêm e sair por aí a fora cantando de arquiteto de software ou sei lá mais o quê?! Primeiramente, devemos ser honestos conosco mesmo. Um cara não se torna arquiteto só porque ele têm XPTO certificações, todas tiradas em 2, 3 anos de estudos e provas. Alguém se torna um bom arquiteto de software com a experiência, com o tempo, enfrentando os mais diversos problemas no dia a dia. Já perdi as contas de quantas vezes eu já escutei algo do tipo: “Ah, o professor Y não é muito bom. Ele não conhece o mercado de trabalho, se conhecesse não estaria ensinando essa teoria. As coisas não funcionam desse jeito aí.”. É praticamente impossível viver só de teoria na nossa área, por isso, afirmo que um bom profissional se faz com o tempo. O tempo e os desafios são os responsáveis por lapidar um bom profissional. Lógico que, para isso uma boa base teórica faz toda a diferença, mas não devemos ficar presos, somente, a ela.

Outro assunto bastante delicado é a regulamentação da profissão. Não sou a favor dessa regulamentação. Acho isso a coisa mais idiota que existe! Existem profissionais no mercado que sequer possuem qualquer documento e são melhores do que outros que são formados e possuem 10,15,20 certificações. Existem pontos fora curva, com certeza! Pessoas sem faculdade, sem certificações, sem quaisquer papel que possa comprovar seu esforço nos estudos perante o mercado. Mas se pessoas com esse perfil quiserem se fazer percebidas, devem mostrar a cara. Contribuir com projetos open source, ajudar a comunidade em fóruns, dar palestras. Do contrário, acho que o caminho será mais árduo. O que não quer dizer que é impossível.

Como foi citado, não existe o dono da verdade quando tocamos nesse assunto. Cada um tem o seu ponto de vista, e , esse foi o meu!


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